Sobre os três Joões (Priscila Haydée)  (Ex__tensão da Mente) escrito em quinta 20 novembro 2008 03:21

Sobre os Três Joões

 

três pontinhos e um silêêncio...


...


três estrelas no céu e uma cruz ao lado
indicam um norte...



e qual será a sorte?


será vida ou será morte?

 


se o pé de feijão subir, vai dar no céu?
se os passarinhos comerem as migalhas,
me perco?
se a profecia estiver certa...


três pontinhos e um silêncio.


(...)


Priscila Haydée
novembro 2008

permalink

Silêncio (Priscila Haydée)  (Ex__tensão da Mente) escrito em quinta 30 outubro 2008 18:02

Silêncio

(...)

que o silêncio

fale mais alto!!!

que os não-sentidos

monólogos diários

sem-sentido...

Priscila Haydée

permalink

Drão (Gilberto Gil)  (Grandes Poetas) escrito em sexta 17 outubro 2008 00:47

Drão

Gilberto Gil

.

Drão
O amor da gente é como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar n'algum lugar
Ressucitar no chão
Nossa semeadura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela estrada escura

.

Drão
Não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Extende-se infinito
Imenso monolito
Nossa arquitetura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminha dura
Cama de tatame
Pela vida afora

.

Drão
Os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão
Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há
De haver mais compaixão
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre nasce trigo
Vive morre pão
Drão, Drão

 

 

permalink

es paz ou tiempo (Priscila Haydée)  (Ex__tensão da Mente) escrito em sexta 10 outubro 2008 19:39

es paz ou tiempo
Priscila Haydée

 

.

se o espaço de tempo
é um espaço no relógio
um passo do ponteiro
o tempo que passo
tem quilômetros

.

medir as horas a essas horas
conta quanto tempo eu sinto
dentro do vazio desse espaço

.

quanto tempo em pouco espaço
quanto espaço em muito
enquanto espaçotempo

.

preciso de um tempo na minha memória
preciso de espaço em mim mesma

.

porque anda lenta, anda lenta
a volta a volta a volta
daquelas horas rápidas e cumpriiiiidas
a passos de gargalhadas...

.

ha-ha-ha-ha-ha-ha

.

que o tico e o teco do relógio
sempre parou para ouvir

.

Priscila Haydée
outubro de 2008
Taubaté

permalink

As Caveiras (Ulysses Lopes)  (Poesia Amiga) escrito em segunda 06 outubro 2008 02:41

Ulysses Lopes é, também, grande cronista...

Seus escritos podem ser encontrados no link http://ulysseslopes.arteblog.com.br

As Caveiras

Ulysses Lopes

Eu penso muitas vezes nas caveiras

Magérrimas, no seu caixão dormindo;

Todas elas parecem estar sorrindo

De algo dessas vidas corriqueiras.

Repare amigo! - mesmo que não queiras -

Como riem as suas faces descarnadas:

Algum mistério as brancas desgraçadas

Ocultam a sorrir noites inteiras...

Decerto também eu num lêdo dia

Hei saber qual mistério contagia

De riso essas caveiras debochadas;

E então eu rirei com muito gosto,

quando já todo branco e decomposto

De mim sobrarem apenas - as ossadas!

_

Mogi Guaçu, 19 de Fevereiro de 2001.

permalink